quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ARTE E DIDÁTICA



Bom dia amigos.

Hoje vou colocar aqui um trecho do livro acima, que acredito irá ajudar bastante aos professores de Arte que assim como eu, encontram desafios diários para ensinar uma disciplina que ainda enfrenta barreiras como a falta de respeito e importância.

Como eu digo sempre: NÃO EXISTE VIDA SEM ARTE!

UMA CRÔNICA PARA SE PENSAR O ENSINO DE ARTES

- QUAL FOI, VOVÔ, O MELHOR OU A MELHOR PROFESSORA QUE JÁ TEVE?
- NÃO É FÁCIL RESPONDER ESSA QUESTÃO, QUERIDA. VOVÔ TEVE EXCELENTES PROFESSORES, ADMIRÁVEIS, E EM MEIO A TANTOS E TANTAS NÃO É FÁCIL ESCOLHER APENAS UM. AGORA, MEU BEM, SE VOCÊ DESEJAR SABER QUAL ENTRE TANTOS PROFESSORES MARAVILHOSOS O QUE MAIS ME MARCOU E MAIS INFLUENCIOU, NÃO TENHO DÚVIDAS, FOI POR CERTO A PROFESSORA CLARICE.
- FALE-ME DELA, VOVÔ. COMO ERA ESSA PROFESSORA? O QUE TINHA DE ESPECIAL QUE POR TANTO TEMPO O SENHOR NÃO A ESQUECE? QUE MATÉRIA ENSINAVA A PROFESSORA CLARICE?
- PASSARAM-SE MUITOS ANOS, MAS DELA JAMAIS ME ESQUECEREI. EU DEVERIA TER SETE OU OITO ANOS, NÃO MAIS, E CLARICE ERA MINHA PROFESSORA DE ARTES. ERA LINDA. IMPOSSÍVEL ESQUECÊ-LA!
- ERA LOIRA? TINHA CACHOS, USAVA TRANÇAS? ERA ALTA, VESTIA-SE BEM? COMO ERA A PROFESSORA CLARICE?
- A BELEZA DE CLARICE, MEU BEM, ERA UMA BELEZA DIFERENTE, UMA BELEZA INTERIOR. EU A ACHAVA LINDA PELA MANEIRA COMO NOS ENSINAVA. PELA PACIÊNCIA COM QUE, SEMPRE SORRINDO, NOS MOSTRAVA A DIVERSIDADE DA MÚSICA, AS MUITAS SURPRESAS DA DANÇA. PELO ENCANTO COM QUE ORGANIZAVA TEATROS E NOS ENSINAVA A DEIXARMOS DE SER NÓS MESMOS, INCORPORANDO UM PAPEL, ASSUMINDO OUTRAS PERSONALIDADES. ERA NEGRA, IMENSA, BRILHANTE, ALEGRE E TRANSBORDAVA DE FELICIDADE, NOS INUNDANDO A TODOS. A PROFESSORA CLARICE ME ENSINOU A OLHAR...

Bem. É isso!
Inté.
 



















EMBOCADURAS NA GAITA CROMÁTICA

 


Bom dia meus caros. 
Vamos continuar a falar de um assunto bem importante para quem quer dominar a harmônica cromática. Em postagem anterior, lá atrás, eu falei do sopro de bico, da embocadura de língua em U e das notas cobertas e solo em oitavas. Hoje falaremos de mais duas. E para isso nos basearemos no método do saudoso Ronald Silva ou Ronald da Gaita.

TÉCNICA DO SOLO EM TERÇAS
 Segundo Ronald, esta técnica obedece as mesmas instruções com relação à técnica do solo em oitavas, ou seja, o harmonicista irá tocar ao mesmo tempo dois orifícios, porém em oitavas distintas. Diferindo apenas no fato que a diferença entre as notas será de 6 orifícios. Logo devemos executar simultaneamente as notas dos orifícios 2 e 7, 5 e 10, 7 e 12, por exemplo, cobrindo os orifícios intermediários com a língua.
Esta técnica é um pouco mais avançada e exige do gaitista um estudo paciente e demorado, mas que gera resultados incríveis.

TÉCNICA DO SOLO E ACOMPANHAMENTO
"Uma forma interessante de tocar gaita de boca, particularmente as gaitas diatônicas, consiste em manter um acompanhamento em acordes durante o trecho musical."
"Para executarmos o acompanhamento simultaneamente com o solo, devemos utilizar a técnica das notas cobertas ou em oitavas e, em consonância com o compasso musical retirarmos e recolocarmos a língua no bocal do instrumento."
Para aprofundar o assunto recomendo o método citado acima que você pode obter ou na loja virtual harmonica master ou com o grande Bené Chireia Jr.

Bons estudos!!!

ESCALAS MUSICAIS - UMA VISÃO GERAL



Bom dia queridos amigos da boa música.

Hoje vamos falar de um assunto bastante interessante. As Escalas musicais.

Segundo o ilustre Bohumil Med, em seu livro Teoria da Música, escala é uma sucessão ascendente e descendente de notas diferentes consecutivas.
A palavra escala vem do latim e significa escada.

Podemos classificar as escalas quanto ao número de notas e quanto a sua utilização.
Quanto ao número de notas temos a pentatônica, a hexacordal, a heptatônica e a artificial ou cromática.
E quanto a sua utilização temos as escalas naturais ou diatônicas, artificiais ou cromáticas, exóticas e outras como a escala hindu e a escala árabe que contém 17 notas.

Escala Natural ou Diatônica

É uma sequência de sete notas diferentes consecutivas com intervalos entre elas de tom ou semitom.

Escala Artificial ou Cromática

É uma sequência de doze semitons consecutivos.

Escalas Exóticas e outras

São aquelas que têm uma formação bem particular, sendo as mais conhecidas as escalas cigana, as pentatônicas ou chinesas e as escalas de tons inteiros.

Em outras postagens falaremos com pouco mais de detalhes sobre cada uma delas.
Abração e bons estudos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ENARMONIA - VOCÊ SABE O QUE É ISSO?



Boa tarde queridos amigos da boa música.
Vamos falar mais um pouco de teoria musical. É um assunto importante para se entender intervalos, acordes e harmonia. Parece bobagem, mais muita gente se perde quando o assunto é Enarmonia.

Mais o que vem a ser isso? Essa tal de enarmonia?

Enarmonia nada mais é quando damos nomes diferentes a mesma nota musical.
Por exemplo:
Dó sustenido e Ré bemol, Sol bemol e Fá sustenido.

Muita gente acha que não existe o mi sustenido. Bem, na prática ele não existe, mas teoricamente ele seria o mesmo que o fá natural. 
Para se compreender este assunto, é preciso conhecer outros como acidentes (sustenido, dobrado sustenido, bemol, dobrado bemol e bequadro) e escala temperada e não temperada (que não tem nada haver com culinária).

Sobre os acidentes, eles são símbolos colocados ao lado de uma nota musical para indicar que seja elevada ou abaixada meio tom ou um tom.

a) Sustenido (#)
Ele serve para elevar em meio tom uma nota natural. Por exemplo o dó natural, com o sustenido vira dó sustenido e está meio tom acima do dó natural.

b) Dobrado sustenido (x)
Ele serve para elevar em um tom a nota natural. Por exemplo, o mesmo dó natural, ficando com dó dobrado sustenido, estaria um tom acima.

c) bemol (b)
Já este símbolo serve para baixar em meio tom uma nota.

d) dobrado bemol (bb)
E este serve para baixar em um tom uma nota musical.

e) bequadro
Ele serve para fazer com que a nota alterada volte a sua posição natural. Então dependendo de cada caso ele pode elevar ou baixar uma nota.

Sobre Escala temperada falo em outra oportunidade.

Vejam abaixo todas as notas enarmônicas da escala cromática ocidental.

dó    = si #  = ré bb
dó # = ré b
ré    = dó x = mi bb
ré # = mi b
mi   = ré x = fá b
fá    = mi x = sol bb
fá # = sol b
sol  = fá x = lá bb
sol # = lá b
lá   = sol x = si bb
lá # = si b
si    = lá x = dó b

Bem por enquanto é só.
Para mais informações procurem livros sobre o assunto como o Teoria da Música de Bonhumil Med.

Inté.

EPISÓDIO 13 - SÉRIE GAITISTAS BRASILEIROS - ROBSON FERNANDES



Impossível não ligar o nome de Robson Fernandes ao blues contemporâneo brasileiro. Possuidor de timbre, energia e técnica irretocável; eleva o estilo ao melhor nível exibido no exterior. Não é de se estranhar que os maiores gaitistas de Blues vivos tenham curvado-se em elogios ao trabalho de Robson.
RF nasceu em 1976 na cidade de São Paulo e ainda jovem, aos 16 anos, começou a estudar a gaita diatônica como instrumento de paixão aliada à suas pesquisas sobre a música negra norte americana: o blues. Estudou Harmonia e Improviso com Lupa Santiago e Bocato.

Em 2002 lançou o primeiro Cd de Gaita Blues Instrumental do Brasil, o CD "Sampa Blues", acompanhado por alguns dos melhores nomes do blues brasileiro. Este trabalho colocou Robson Fernandes em evidência no cenário nacional e atrai comentários da mídia especializada no Brasil e no exterior.

Seu segundo CD, Gumbo Blues, 2005, foi o marco de um novo ciclo de trabalho. Robson mostra ousadia e feeling ao, além de executar com técnica impecável seu instrumento, iniciar o registro de sua voz nas gravações. Este álbum entra para a história como o primeiro CD de um gaitista solo brasileiro a ser distribuído nos EUA e Europa pelo selo Pacific Blues do produtor Jerry Hall. Tamanha notoriedade atraiu a atenção da mídia, culminando com a participação do músico no Programa do Jô na Rede Globo de televisão. Robson Fernandes já tomou parte nos principais Festivais de Jazz & Blues do país, como o Natu Blues Festival, Festival Internacional de Guaramiranga, Festival Internacional de Rio das Ostras, Garanhuns Jazz Festival, Oi Blues By Night, Encontro Internacional de Harmonicas e outros.

Após um longo processo de maturação e composição em conjunto com sua nova banda, Victor Busquets (Bateria), Renato Limão (Baixo) e Danilo Simi (Guitarra), no final de 2008 é lançado o álbum Cool, novo trabalho da Robson Fernandes Blues Band. Produzido pelo norte-americano Carlos Sander e gravado totalmente analógico, "Cool" se mostra um trabalho surpreendente. Um CD que explora várias vertentes e ritmos diferentes do Blues, com influências do som de Chicago, California e New Orleans. Conta com a participação do saxofonista californiano Troy Jennings, do guitarrista Marcos Ottaviano e do pianista Ari Borger. Mais uma vez RF inova em seu som e torna-se pioneiro ao gravar uma faixa com um quarteto de cordas num CD de Blues no Brasil.

De forma consistente, Robson ganha espaço no cenário nacional e internacional, e sua música traz um novo sopro ao blues brasileiro e amplia o fôlego do gênero em terras tropicais.
 
FONTE: http://www.robsonfernandes.com/

HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA - VÍDEO 7



Bom dia meus caros.

Continuando a série, vamos postar o vídeo 7 sobre a História da Música Brasileira.

Abraço.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A MÚSICA DOS GREGOS




Boa tarde a todos amantes da boa música.

Vamos falar hoje de um pouco da história da música feita na Grécia antiga.

Dos povos da antiguidade, os gregos foram os que mais se destacaram nas ciências, filosofia e nas artes. A música, o teatro e os esportes faziam parte da educação da juventude grega. A música era considerada indispensável para a formação moral dos gregos.
Dos festejos ao deus Dionísio,deus da alegria e do vinho, nasceram a tragédia e a comédia. Foi na Grécia que surgiu o nome Música, que vem de ARTE DAS MUSAS.
A música grega era monódica, ou seja, com apenas uma voz e sua escala era baseada em tetracordes (tetrachordon) interpretado na lira de quatro cordas, que receberam o nome de modos.
Originariamente os modos eram formados por apenas quatro notas.
Estes modos ganharam nomes diferentes de acordo com a região da Grécia em que predominavam.
Os gregos consideravam os modos no sentido descendente.

O modo dórico era considerado o modo principal por ser adotado em toda a Grécia e servia de base para todos os hinos e canções patrióticas. 

O modo dórico ia de mi a mi descendentemente e Platão o considerava grandioso e solene, por despertar a virtude e a coragem;
O modo frígio ia de ré a ré descendentemente e era considerado sensual e materialista, logo favorecia a impetuosidade e a orgia;
E o modo lídio que ia de dó a dó descendentemente era afável, doce e sensual, sendo usado nos cantos juvenis e favorecia a educação, despertando o gosto pelo belo e pelo puro.

Pode-se observar que os gregos antigos tinham uma percepção elevada sobre a música, atribuíndo diferentes poderes morais a cada modo. Para eles a música fazia parte da moral.

Estes modos influenciaram na criação dos modos litúrgicos, surgidos na Idade Média.

O ritmo musical era intimamente ligado à poesia. 

Segundo a mitologia grega, a lira teria sido criada pelo deus Apolo, deus das musas e de notável beleza.
Outro instrumento bastante utilizado foi o aulo, que seria uma flauta de palheta dupla conforme vocês podem observar na figura acima.

Por enquanto é só pessoal.
Inté.

Fontes: 
Med, Bohumil. Teoria da Música, 4 ed. Musimed, 1996
Zimmermann, Nilsa. A música através dos tempos. Paulinas, 2007.